Entre petralhas e coxinhas, exploração e dogmas religiosos

Nunca participo desses debates sobre temas polêmicos (política e religião), mas hoje tive vontade de dar meus pitacos. Leia quem quiser, serei breve…

Petralhas isso, coxinhas aquilo; Fulano é ladrão, Ciclano é vagabundo; esquerda caviar, direita pão com ovo. Esse modo binário (A vs B) e ultrapassado de encarar a política acabou nos transformando em reféns do bando de aproveitadores que conhecemos em ambos os lados. Não se deixe enganar por palavras bonitas e argumentos “racionais”, pois os inteligentes também podem ser ignorantes — parece contraditório, né? Mas é exatamente o que esse tipo de mentalidade política oferece: ignorância, pois nos coloca uns contra os outros. Cria-se uma postura defensiva mesmo diante de evidências irrefutáveis. Vejo pessoas se prendendo em discussões intermináveis, sempre com os mesmos argumentos. A verdade é que muitos se tornaram eleitores (ou torcedores?) fanáticos, cegos por argumentos sociais redundantes, instigados à fúria ao menor sinal de fiasco do “lado oposto” — mesmo que seja algo insignificante em relação ao todo. Ah… mas há quem goste disso tudo, se aproveitando de um cenário político repleto de conflitos para garantir os próprios interesses. E que diabos podemos fazer a respeito?

Podemos aprender sobre direitos civis e cidadania. Entender que é responsabilidade de pessoas como nós, pessoas que estão “acordando” em direção a um modo de vida mais harmonioso e inclusivo, tomar a iniciativa e ajudar qualquer um a se tornar cidadão proativo. Se quisermos viver num mundo democrático de verdade, precisamos nos tornar cidadãos que saibam usar, de maneira responsável, todo o poder que possuem. Quanto mais permanecermos politicamente ignorantes por vontade própria, mais nos sentiremos enganados como amadores frente à corrupção e o jogo de interesses nos bastidores dos 3 poderes. E continuaremos nos sentindo assim, enganados como amadores, se não tomarmos coragem de encarar o mundo proativamente.

O doutrinamento religioso torna as pessoas ingênuas, hipócritas e fáceis de manipular. Quem melhor pra explorar do que aquele já treinado para não questionar a autoridade (Deus)? Que melhor maneira de manter as “ovelhas” sob controle do que utilizar o “bom pastor” como figura central de doutrinas sagradas, atuando, conforme a conveniência, ora como “muro das lamentações” ora como “esperança de prosperidade”? O simples fato de que a religião doutrina os ignorantes já basta para deixá-los a mercê de um doutrinamento ainda maior pelos que entendem como o poder e a influência da religião funcionam. Pessoas que utilizarão esse doutrinamento, muitas vezes confundido com fé, em prol dos seus próprios interesses — uma manipulação leviana, imoral em todos os sentidos. Enquanto suas contas estiverem engordando, e a sede de poder sendo saciada, essa manipulação vai continuar. E que diabos podemos fazer a respeito?

Podemos aprender a diferença entre religião e espiritualidade, a diferença entre ser tratado como criança por um ser supremo e possessivo que reina sob o uso de ameaças e medo, e ser um aspecto do universo que percebe em si mesmo toda a glória divina. Podemos aprender a diferença entre uma crença debilitante e o poder de questionar todas as coisas, a diferença entre o discernimento de uma mente aberta e o dogmatismo de uma mente fechada. Mais importante ainda, podemos aprender a diferença entre o medo e o amor. A religião prega que tudo é separado e manipulado por uma força suprema; a espiritualidade prega que tudo é conectado e influenciado por um universo interdependente.

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