Que tal provar o sabor quântico do universo?

A receita começa com uma certa interpretação da física quântica, uma porção de ciências naturais e uma boa dose de imaginação. Misture tudo num recipiente previamente untado com relativismo e adicione loucura à gosto. Pronto, tá na hora de abrir os horizontes e servir! Se não quiser uma fatia generosa, pode pegar só o recheio — o importante é experimentar, mesmo que de olhos fechados.

Imagine o mundo físico como um enorme oceano de energia, surgindo e desaparecendo da existência repetidas vezes em intervalos absurdamente pequenos (infinitesimais). Nada é sólido. Só uma coisa consegue moldar toda essa imensidão de energia transiente nos “objetos” que enxergamos: o pensamento. Por que, então, enxergamos apenas uma pessoa ao invés de um amontoado de energia?

Pense numa película de filme: ela é composta por dezenas de quadros por segundo, separados por um pequeno espaço. No entanto, pela velocidade com que esses quadros mudam, percebemos a troca dos quadros como uma imagem contínua em movimento. Pense na TV: tudo começou com o bombardeamento preciso de elétrons num tubo, criando a ilusão de forma e movimento.

Agora imagine que todo o universo é composto da mesma maneira. Temos cinco sentidos físicos: visão, audição, tato, olfato e paladar. Cada um tem seu próprio espectro de absorção, basta comparar nossa audição com a de um cachorro ou nossa visão com a de um gato. Em outras palavras, nosso conjunto de sentidos captam esse mar de energia sob um ponto de vista limitado e, assim, nos dão uma resposta como algo que sentimos e experimentamos. Não é uma resposta completa, nem precisa, mas apenas uma interpretação.

Essa interpretação é baseada em nosso “mapa interno” da realidade, não a verdade absoluta — se é que tal coisa existe. Esse “mapa” é resultado do conjunto de experiências pessoais e coletivas. Nossos pensamentos estão ligados a essa energia invisível, moldando o que percebemos a partir da mesma, isto é, alteramos o universo em uma escala infinitesimal para criar o mundo físico e a vida.

Olhe ao redor. Tudo o que vemos começou como uma ideia que cresceu à medida em que era expressa e compartilhada, até se tornar algo material. Nos tornamos aquilo que pensamos, e nossas vidas, o que imaginamos e acreditamos. O mundo é um espelho, que permite experimentar, no mundo material, o que tomamos como verdade. Nunca sentiu como se o mundo inteiro também mudasse depois de uma quebra de paradigma ou mudança de valores? Passamos a enxergar coisas que antes nem “existiam”.

A física quântica nos mostra que o mundo não é tão sólido e permanente como imaginávamos, mas, sim, algo muito maleável, continuamente construído pela interação entre pensamentos individuais e coletivos. O que acreditamos ser verdade é apenas uma ilusão — tal como um truque de mágica. Felizmente, podemos enxergar além dessa ilusão e, o que é ainda melhor, alterá-la.

Do nosso corpo às células, dos átomos à energia, somos essencialmente isso: pura energia, em sua mais bela e eficiente configuração. Energia que permanece em constante transformação nas entrelinhas da realidade, criada e influenciada por pensamentos. Se conseguíssemos nos enxergar sob a menor escala possível, perceberíamos como somos compostos por um amontoado de energia em constante transformação — entre elétrons, nêutrons, fótons e assim por diante. Tudo ao nosso redor é composto dessa forma. A física quântica sugere que o simples ato de observar um objeto é responsável por causar e produzir sua localização e forma — a origem do “onde” e “como”. Um objeto não existe de maneira independente ao observador. Portanto, a observação, a intenção e o foco em alguma coisa acabam literalmente criando a tal coisa.

Agora vamos supor que o mundo seja resultado de uma interação entre Espírito, Mente e Corpo, cada um responsável por uma função única. O que enxergamos com os olhos e sentimos, fisicamente, com o corpo, podemos chamar de “Corpo”. Este “Corpo” é apenas um efeito, criado por uma causa. Esta causa é o pensamento, parte da Mente. O Corpo não pode criar, mas pode experimentar e ser experimentado — está é sua função única. A Mente não pode experimentar, mas pode imaginar, criar e interpretar. Esta “Mente” precisa de um universo de relatividade (o mundo físico, o Corpo) para experimentar a si própria. O Espírito é tudo aquilo que não compreendemos, é o que dá vida ao Corpo e à Mente.

O propósito deste devaneio é abrir os olhos, despertar a curiosidade de ver o universo sob outra perspectiva e perceber que contribuímos para a manifestação de tudo aquilo que chamados de “verdade”.

… ainda sobrou um pouquinho. Quer que embrulhe pra viagem?

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2 comentários sobre “Que tal provar o sabor quântico do universo?

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